quarta-feira, 12 de junho de 2013

Fotossíntese e Quimiossíntese

Fotossistemas:
Fotossistema I - comprimento de onda com 700 nm;
Fotossistema II - comprimento de onda com 680 nm.

Equação da Fotossíntese:
6 CO2 + 6 H2O --------> C6H12O6 + 6 O2

Existem 2 Processos Complementares da Fotossíntese:
- Fase Fotoquímica (reações que dependem da luz);
- Fase Química (não dependem diretamente da luz).

 

Fase Fotoquímica

1ªParte - A luz solar incide nas folhas e é absorvida pela clorofila, presente no cloroplasto na membrana interna, no tilacoide, constituindo a fonte energética inicial.  A clorofila do fotossistema II fica excitada e perde eletrões que vão reagir com a molécula de água, oxidando-a e originando a libertação do oxigénio, protões e  eletrões.
Os eletrões vão fluir para uma cadeia de acetores que existem na membrana do tilacoide e que serão transportados até ao fotossistema I. Os protões de hidrogénio deslocam-se para o interior do tilacóide.
Os eletrões que a clorofila perdeu acabam por ser repostos pela fotólise da água.
oxidação da água- fotólise da água (ocorre no interior do tilacoide) 

2ªParte - O  fluxo de eletrões liberta energia para transformar várias moléculas ADP em ATP.  Os protões que foram encaminhados para o interior do tilacóide vão ser utilizados para a fosforilação do ADP que irá ocorrer no estroma (exterior do tilacóide).
fosforilação do ADP (ocorre no estroma)
3ªParte - O Fotossistema I após captar a energia luminosa, reencaminha os eletrões para o estroma e em conjunto com os protões,  vão ser cedidos a uma molécula chamada de NADP(+) (Nicotinamina adenina dinocleótido fosfato), reduzindo-a e transformando-a em NADPH (molécula transportadora de eletrões e hidrogénios), molécula importante, tal como o ATP para a formação de compostos orgânicos.
 redução da molécula aceitadoras de Hidrogénio  NADP(ocorre no estroma)
 

Explicando melhor...



 

 Fase Química

Esta fase ocorre no estroma dos cloroplastos e é nela que se forma a glicose, pela reação inicial entre o dióxido de carbono atmosférico e a ribulose difosfato (RDP), um composto com cinco carbonos, que funciona para a incorporação do CO2.
Nesta fase ocorre uma série de reações que ocorrem por ação de enzimas que dependem da presença de luz e da temperatura. O dióxido de carbono desde que entra na planta sofre uma sequência de reações até à formação de matéria orgânica.

Em 1950 um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, liderado por Melvin Clavin, utilizando uma série de compostos marcados radioactivamente conseguiam estudar a sequência de reações, permitindo conhecer as moléculas intervenientes na formação de glicose, e o papel do ATP e NADPH na síntese de matéria orgânica. Esta sequência está expressa no Ciclo de Calvin, homenagem ao cientista.

O Ciclo de Calvin é constituído por 3 fases:
1ªFase - Fixação do carbono;
2ªFase - Produção de compostos orgânicos;
3ªFase - Regeneração do aceitador.


 Para se formar uma molécula de glicose é necessário que o ciclo ocorra 6 vezes gastando-se:

- 6 moléculas de CO2;

-18 moléculas de ATP;

-12 de NADPH.

 

O aldeído fosfoglicérido é utilizado não só para a formação da glicose mas também de outros compostos orgânicos : aminoácidos, glicerol e ácidos gordos.

                                                                      

                                                                            Quimiossíntese

Os seres quimioautotróficos, são os protagonistas deste processo. Sintetizam matéria orgânica a partir da oxidação de compostos inorgânicos.

Utilizam a energia proveniente da oxidação na formação de ATP, protões H+ e eletrões, para fixar o dióxido de carbono e sintetizar a matéria orgânica.

Os compostos são: amoníaco (NH3), dióxido de carbono (CO2) ou Sulfureto de Hidrogénio (H2S).


Distinguem-se 2 fases:

1ªFase - Dá-se oxidação dos compostos, formam-se eletrões e protões que são transportado numa cadeia para produzir ATP e NADPH, através da redução do NADP(+).

2ªFase - Produção de compostos orgânicos a partir do dióxido de carbono, do ATP e do poder redutor de NADPH.

terça-feira, 12 de março de 2013

Obtenção de energia


Ingestão, digestão e absorção:

Ingestão - é o processo que leva à introdução dos alimentos no ser vivo.

Digestão - conjunto de processos que levam à simplificação de macromoléculas em micromoléculas por reacções de hidrólise catalisadas pelas enzimas.
Absorção - é a passagem destes nutrientes simples através das membranas celulares, de forma a poderem ser utilizadas no metabolismo celular.
 
Digestão extracelular:
Sistema digestivo completo - Têm duas aberturas ( a boca e o ânus), permitindo assim uma maior eficácia nos processos digestivos.
Sistema digestivo imcompleto - Têm apenas uma abertura por onde entram os alimentos e é o mesmo local por onde sai o que não foi digerido.              

 
 

Sistema digestivo do Homem :
O sistema digestivo do Homem é completo e a digestão exclusivamente extracelular.
 
Tubo digestivo: boca, faringe, esófago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.
 
Órgãos anexos: língua, dentes, glândulas salivares, fígado e pâncreas. 


menbrana e transporte celular


Nutrientes


Água:
É o composto mais abundante, constitui cerca de 70% mas pode atingir nalgumas os 90% da composição das células.
 
A água desempenha um papel fundamental na célula, não apenas ao nível estrutural mas também porque regula as reações bioquímicas, regula a temperatura, intervém em reações de hidrólise, é um excelente solvente (transporta o "alimento" e os produtos de excreção da célula)  e atua no meio de difusão de muitas substâncias.
  

 Macromoléculas orgânicas:
As macromoléculas, como já dissemos são os prótidos, os lípidos, os glúcidos e os ácidos nucleicos. Estas moléculas grandes - POLÍMEROS- são formadas à conta de moléculas mais pequenas os -MONÓMEROS (aminoácido, monossacarídeos, ácidos gordos e glicerol, e os nucleótidos).
Os monómeros ligam-se uns aos outros originando cadeias para formar os polímeros, este processo chama-se POLIMERIZAÇÃO (reação de condensação). Um monómero liga-se a outro e liberta-se uma molécula e água.
Quando há a separação de um monómero de outro dá-se o processo inverso a DESPOLIMERIZAÇÃO (reação de hidrólise).
Estes dois processos, polimerização e despolimerização, são fundamentais para a célula. Os grupos de átomos que participam nestas reações designam-se por GRUPOS FUNCIONAIS.
 
 
GLÚCIDOS:
Os glúcidos são compostos por carbono, hidrogénio e oxigénio (compostos trenários). A sua função é fornecer energia à célula e constituir a parede celular (plantae e monera).
O monossacarídeo ou ose é a unidade estrutural dos glúcidos, o oligossacárido é constituído por dois a dez monossacarídeos e o polissacarídeo  por mais de dez e pode mesmo ter centenas ou milhares de monómeros na sua constituição.
 
 A fórmula geral dos glúcidos é:  Cn(H2O)nem que n varia de 3 a 7.
As ligações dos monossacarídeos uns aos outros para formarem glúcidos mais complexos designam-se por LIGAÇÕES GLICOSÍDICAS.
 
Glúcidos mais abundantes na célula:
PENTOSES (os mais abundantes)
- Ribose: constitui o RNA
- Desoxirribose: constitui o DNA
HEXOSES (energia)
- Glicose ou glucose (produto da fotossíntese)
- Frutose
- Galactose
 
Exemplo de como podes ver representado as moléculas de glícidos.
Fórmula:   C6(H12O)6

LÍPIDOS:
Os lípidos são também compostos ternários de oxigénio, carbono e hidrogénio mas podem conter o azoto, o enxofre e o fósforo, em lípidos mais complexos. A maioria dos lípidos é constituído por ÁCIDOS GORDOS ligados a uma molécula de GLICEROL, esta ligação chama-se LIGAÇÃO ÉSTER.
São insolúveis na água (formam emulsões) e solúveis noutros lípidos e noutros solventes como o éter e o clorofórmio.
A função é fornecer energia (Ex: triglicéridos), são isoladores térmicos, outros reguladores (hormonas) e outros estruturais (fosfolípidos). Temos então lípidos que fornecem energia, outros estrutura e outros reguladores.
 
Ácidos gordos:
São cadeias lineares de carbono com um grupo terminal de carboxilo (COOH). Dizem-se saturados quando todos os carbonos estão ligados entre si por ligações simples e insaturados quando os carbonos estão ligados com ligações duplas e triplas e polinsaturado quando existe mais que uma dupla ou tripla ligação.
Poli-insaturada
ex: Ácido alfalinolênico
Insaturada
ex: Ácido oleico
Saturada
ex: Ácido esteárico
 
O glicerol:
É um álcool constituído por 3 grupos hidroxilo (HO) que estabelecem ligações ESTÉR com o grupo carboxilo do ácido gordo (liberta-se por cada ligação uma molécula de água). Se o glicerol estabelecer uma ligação com um ácido gordo, chama-se monoglicérido, se for com dois é o diglicérido e com três, triglicérido.
 
 
Há vários tipos de lípidos e que têm funções diferentes.
 
Lípidos estruturais:
Os fosfolípidos, são um dos lípidos estruturais que mais se destacam pela sua importância, constituem a maior parte da membrana celular.
É constituído por um grupo fosfato (ácido fosfórico) ligado ao glicerol que por sua vez se encontra ligado a dois ácidos gordos.
 
 
 
 
Lípidos com função reguladora:
As hormonas femininas (progesterona) e as masculinas (testosterona) que fazem parte de um grupo denominado esteróides, são também lípidos.
 
 
PRÓTIDOS:
Os prótidos são composto quaternários, constituídos essencialmente por Azoto, oxigénio, carbono e hidrogénio. Podem conter magnésio, fósforo, enxofre, ferro e cobre.
A sua função é estrutural (constituem a membrana celular), transportam substâncias (a hemoglobina transporta o oxigénio), constituem as enzimas e os anticorpos que intervém na nossa defesa específica e podem ser reguladoras como é o caso da insulina.
AMINOÁCIDO
Chama-se aminácido porque o monómero é formado por um grupo amina (NH2) e outro ácido, o grupo carboxilo (COOH).
 
A unidade básica (monómero) é o aminoácido e no ser vivo são em número de 20. Os aminoácidos ligam-se através das ligações peptídicas (covalentes) e dão origem a polímeros. Em cada ligação que se estabelece, forma-se uma molécula de água.
representação de um aminoácido
 
 
Da ligação de dois aminoácidos temos um dipeptídeo, mais de dois polipeptídeo e finalmente as proteínas, que são cadeias polipeptídicas. Do tipo de aminoácido, do número e da sequência com que se ligam condiciona a estrutura do prótido e consequentemente a sua função.
As proteínas podem ser constituídas apenas por aminoácido, e chama-se de PROTEÍNAS SIMPLES, mas também podem englobar na sua composição outras moléculas, são as Proteínas conjugadas.

 

Quanto à estrutura podem ser:

PRIMÁRIAS- se forem constituídas por sequencias simples de aminoácidos unidos por ligações petpídicas;
SECUNDÁRIAS- se forem cadeias de aminoácidos enroladas em hélice ou folha com pregas, neste caso as ligações são auxiliadas pelas pontes de hidrogénio entre aminoácidos próximos, mantendo-se a estrutura.
TERCIÁRIA- uma estrutura globular devido ao dobramento da hélice. Isto acontece pela força de atração dos radicais dos aminoácidos que constituem a cadeia.
QUATERNÁRIA- quando existem várias cadeias associadas.
 
ÁCIDOS NUCLEICOS:
Os ácidos nucleicos (DNA e RNA) são responsáveis pela transmissão das caraterísticas de uma célula para outra (quando ocorre a divisão celular) e pelo controle em processos celulares.
A unidade básica dos ácidos nucleicos é um NUCLEÓTIDO (monómero), constituída por: ÁCIDO FOSFÓRICO + PENTOSE (glúcido) + BASE AZOTADA (adenina, timina, citosina, guanina e uracilo).
Ácido desoxirribonucleico - DNA - É formada por duas cadeias polinucleótidicas que se enrolam em hélice.
O P representa o grupo fosfato (ácido fosfórico), o hexágono amarelo a DESOXIRRIBOSE (glúcido), a base Timina de uma cadeia polinucleotídica (cada cadeia é constituída por vários nucléotidos), está ligada à adenosina da outra cadeia, e a guanina ligada à citosina.
 
Ácido ribonucleico - RNA:
Formado por uma estrutura linear. A cadeia polinucleotídica é formada por nucleótidos constituído pelo Ácido fosfórico ligado à Ribose (glúcido) e este às bases (adenosina, timina, citosina e uracilo).
 
 





Células



células procarióticas - Não possuem organelos envolvidos por menbranas, o núcleo está espalhado pelo citoplasma, não tem menbrana núclear (nucleóide) e é o local onde se encontra o material genético (DNA). Os seres dizem-se procariontes e as células procarióticas.

Células eucarióticas - O núcleo está envolvido por uma membrana núclear e contém o material genético e também por organelos constituídos por menbranas. Os seres dizem-se eucariontes e as células eucarióticas.


As células são constituídas por vários organitos/organelos:
































Biodiversidade

A vida apareceu na Terra há cerca de 3 500 milhões de anos. No inicio os seres eram simples e ao longo do tempo têm aparecido formas cada vez mais complexas. Houve uma grande evolução de seres unicelulares para multicelulares, de reprodução assexuada para sexuada, e hoje, todos coabitam originando uma grande diversidade.

Podemos agrupar os seres vivos em 6 reinos (critérios de whittaker, 1079):
Monera- célula procariota, são unicelulares, alimentação autotrófica, são produtores e decompositores.
Protista- célula eucariota, são uni e pluricelulares, alimentação auto e heterotrófica, são produtores e micro e macroconsumidores.
Fungi- célula eucariota, são uni e pluricelulares, alimentação heterotrófica e são microconsumidores.
Vegetal- célula eucariota, são pluricelulares, têm alimentação autotrófica e são produtores.
Animal- célula eucarota, são pluricelulares, têm alimentação heterotrófica e são macroconsumidores.



Conceitos:
Célula - unidade básica da vida, composta por organitos celulares;
 
Tecido- conjunto de células que trabalham coordenadamente para o mesmo fim
 
Órgão- Formado por tecidos que trabalham coordenadamente para o mesmo fim
 
Sistema- Conjunto de órgãos que trabalham coordenadamente para o mesmo fim
 
Organismo- É composto pelo conjunto de sistemas que trabalham coordenadamente para o manter vivo e que tem individualidade em relação ao meio externo.
 
População- Conjunto de seres da mesma espécie que habita num determinado local.
 
Comunidade- Conjunto de seres de espécies diferentes que habitam num mesmo local.
 
Ecossistema- Conjunto de relações que se estabelece entre os factores bióticos e abióticos de um determinado local.
      
Factores bióticos- são as relações entre seres vivos da mesma espécie e seres vivos de espécies diferentes (populações e comunidades). Numa cadeia alimentar os seres vivos desempenham uma das funções: ou são produtores, consumidores ou decompositores ( também designados por microconsumidores).
        
Factores abióticos - são os factores relacionados com o meio ambiente: temperatura, humidade, tipo de solo e luminosidade.
Biosfera- Conjunto de todos os seres vivos que habitam a Terra e dos locais que habitam.

segunda-feira, 11 de março de 2013

vulcanologia, sismologia e estrutura da terra

Vulcões

A estrutura do vulcão é constituída por:


- Câmara magmática- reservatório de magma na litosfera.

-Chaminé vulcânica - Conduta tubular, no vulcanismo central e em fenda no vulcanismo fissural, que trás o magma que se transforma em lava por perda de temperatura e de gases, para a superfície.

-Cratera vulcânica - Local por onde os materiais vulcânicos saem à superfície, que no caso do vulcanismo central tem forma circular e no fissural de fenda.

-Cone vulcânico - estrutura que resulta da acumulação dos materiais de várias erupções. No vulcanismo do tipo central é comum ter forma cónica mas nem sempre é assim.

Caldeiras vulcânicas - Após a uma grande erupção, a projecção dos materiais vulcânicos a chaminé fica vazia e dá-se o colapso da cratera, originado uma depressão de grandes dimensões, podem encher de águas da chuva.

Agulha vulcânica ou domo- resultam de acumulação de lava muito viscosa que entope a cratera, são estruturas frágeis que desaparecem quando o gás acumulado por baixo da agulha sai e a faz "explodir". Nesta altura pode formar uma nuvem ardente que é o aspecto mais destruidor de uma atividade vulcânica. São formadas por gases e partículas de lava minúsculas e são projetadas a altas velocidade e temperaturas.


Tipos de lava:
Lavas ácidas- grande teor de sílica;
lavas intermédias- teor de sílica médio;
Lavas básicas- pouco teor de sílica.

Percentagem de sílica:
Ácidas- 70% (800º a 1000º C- temperatura baixa);
Intermédias- 50 a 70% (temperatura média);
Básicas- 45 a 50% (1100º a 1200ºC- temperatura elevada).

Vulcanismo secundário:
 -fumarolas quentes (água no estado gasoso);
 -Sulfaratas (água e enxofre no estado gasoso);
 -geiseres (água no estado líquido);                              
 -Nascentes termais (água e sais minerais).


Materiais vulcânicos por ordem de arrefecimento:
Vidro vulcânico, agulha vulcânica, lava escoriácia, lava em almofada e lava encordoada.


Sismos

Teoria do ressalto elástico:
Teoria proposta por Henry Reid em 1911. Diz que quando o material rochoso fica sujeito a um nível de tensão que ultrapassa o seu limite elástico, dá-se a deformação das rochas.

Locais sísmicos:
Epicentro- É onde o sismo é sentido com maior intensidade;
Hipocentro- Foco sísmico/origem do sismo.

Origem dos sismos:
- vulcanismo;
- colapso de estruturas geológicas;
- Homem (sísmicidade induzida).

Classificação dos sismos relativamente à profundidade:
Superfíciais (menos de 70 Km);
Intermédios (entre os 70 e os 300 Km);
Profundos (maior de 300 Km).

Terramoto:
Sismo cujo epicentro ocorre em crosta continental.

Maremoto:
Sismo cujo epicentro se dá em crosta oceânica.

Tsunami:
É quando se formam ondas no maremoto.

Tipos de ondas:
Ondas P (primárias);
ondas S (secundárias);
ondas L (lowe/love) e reyleight.


                             
                                                     
 

Sismógrafo:
Aparelho que mede os sismos.

Sismograma:
Registo de sismos no sismógrafo.

Intensidade:
Grau de destruição provocado pelo sismo.
Escala de Mercalli - I a XII - numeração romana.

Magnitude:
Energia libertada através de ondas sísmicas por um sismo.
Escala de Richter - 0 a 9 - numeração árabe.

 
Estrutura da Terra

Modelo Clássico (Propriedades Químicas):

Camadas:
Crosta - 7 % da massa;
Manto - 82 % da massa;
Núcleo - 17 % da massa.

Medidas  das camadas:
Crosta continental- 0-70 Km;
Crosta oceânica- 0-12 Km;
Manto superior- 30 a 700 Km;
Manto inferior- 700 a 2900 Km;
Núcleo externo- 2900 a 5150 Km;
Núcleo interno- 5150 a 6371 Km.

Descontinuidades:
Mohorovicic - 30 Km;
Gutenberg - 2900 Km;
Lehman - 5150 Km.

Zona de sombra:
Não existe qualquer registo nos sismógrafos nesta zona. Ou seja, é uma certa distâsncia do hipocentro em que as ondas "p" não se sentem.


Modelo Clássico (Propriedades Químicas):

Camadas:
Litosfera - 0 a 100 Km (zona rígida);
Astenosfera - 100 a 350 Km (comportamento plástico);
Mesosfera - 350 a 2900 Km ( zona rígida);
Endosfera - 2900 a 6371 Km ( N. E. - zona líquida, N. I. - Zona rígida).

                             N.E.- núcle externo                  N. I.- núcleo interno



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Terra e os planetas telúricos

Manifestações geológicas dos planetas telúricos:
A atividade geológica mede-se através dos vulcões, sismos e movimentos tectónicos e está associada à energia emanada do interior e da energia vinda da parte externa dos planetas.

Processos de oigem interna:

Terra:
É o planeta com maior atividade geológica. A energia vinda do interior está associada à energia da sua formação (acreção, contração gravitacional e radioactividade) e quanto à energia externa o sol é o motor dos agentes erosivos que modelam a litosfera e a ação do impacto meteorítico, que no caso da Terra não tem grande expressão.A litosfera é reciclada através dos sismos, vulcões e tectónica de placas e é formada nos limites divergentes (rifte) e destruída nos convergentes (fossas oceânicas).
 
Mercúrio:
Por ser de pequena dimensão, na sua formação, arrefeceu rapidamente e por estar mais próximo do sol não tem atmosfera. A atividade vulcânica de Mercúrio deverá estar associada à fusão da crosta por impacto meteorítico, originando vulcões. É um planeta geologicamente inativo.
Vénus - É um planeta semelhante à Terra, com falhas e vulcanismo ativo. Superfície coberto por basalto e com vulcões.
 
Marte:
Embora tenha levado mais tempo a arrefecer que Mercúrio está também inativo. No passado foi um planeta com muita atividade, sendo o Monte Olimpo o maior vulcão, conhecido, no sistema solar. Tem numerosas falhas inativas. Apresenta estruturas geológicas que demonstram a existência de correntes líquidas no passado.
 
Processos de origem externa:
É essencialmente a presença de atmosfera e água no estado líquido os factores modeladores da superfície.
 
Mercúrio:
A presença da atmosfera está também relacionada com o tamanho do planeta (um planeta de pequenas dimensões tem menor gravidade e consequentemente menor capacidade de reter uma atmosfera), assim Mercúrio não apresenta atmosfera logo a sua superfície não se encontra modelada pela erosão.
 
Vénus:
Tem uma atmosfera densa que faz efeito de estufa, rica em CO2, absorve os raios solares e não os liberta, por este motivo tem temperaturas mais elevadas que Mercúrio embora se encontre mais afastado ao sol. A erosão é ineficaz devido à inexistência de água no estado líquido.
 
Marte:
A atmosfera é rica em CO2 mas muito ténue mas com ventos muito fortes. A inexistência de água no estado líquido, torna a erosão pouco eficaz apesar dos ventos.
 
Terra:
Pela sua distância ideal ao sol é o único planeta que reúne as condições para a existência de água no estado líquido, agente poderoso modelador da superfície.
Pelo facto de ter água no estado líquido e uma atmosfera a erosão é muito eficiente, esculpindo o relevo e preenchendo depressões com os sedimentos resultantes da erosão. Ao contrário dos outros planetas em que as crateras de impacto estão bem marcadas, as da Terra são imediatamente meteorizadas, erodidas e não têm expressão.
A teoria nebular ainda não explica todos os fenómenos que ocorrem nos planetas e por essa razão é um assunto que continua em investigação.
 
                                                                    Sistema Terra-Lua
Existem várias teorias para explicar o aparecimento da Lua.
 
Lua - irmã da Terra:
A lua ter-se-á formado aquando a Terra e por ser um corpo celeste pequeno na fase inicial do sistema solar foi atraída pela massa mais densa, ficando em órbitra à volta do nosso planeta.
 
Lua- filha da Terra (Big Splash):
Na Terra primitiva um corpo celeste do tamanho de Marte, terá embatido na Terra e os fragmentos do embate ter-se-ão aglomerado formando a Lua. É a teoria atualmente aceite.
 


Lua:
A Lua é um astro de pequena dimensão por essa razão tem fraca atração gravítica e os possíveis fluídos e gases escapam para o espaço, o que faz da Lua um satélite desprovido de atmosfera.



Por não ter atmosfera a superfície lunar não está protegida dos impactos meteoríticos e a sua superfície está revestida por inúmeras crateras.  
 
Constituíção da Superfície lunar:
Ao observarmos a superfície lunar podemos distinguir zonas escuras aplanadas designadas mares e zonas claras mais elevadas designadas por continentes.
 
Mares:
A composição dos mares é basáltica e correspondem a episódios magmáticos resultantes do impacto de meteoritos na Lua.
 
Continentes:
Os continentes são formados por uma rocha rica em feldspato, o anortosito e a sua superfície está repleta de crateras de impacto.
 
A que se deve as zonas aplanadas e zonas mais elevadas?
A Lua não tem nem atmosfera nem hidrosfera, a erosão é muito ténue e deve-se à amplitude térmica (120ºC a -150ºC) que desagrega as rochas em porções mais pequenas e que se deslocarão para locais mais baixos, pela ação da gravidade. Devido à fraca eficácia da erosão da superfície lunar as rochas da Lua são mais antigas que as que se tem registo na Terra, dado que a erosão eficaz na Terra destruiu as rochas mais antigas.
 
Interação entre lua e terra:
Esta ligação entre planeta e satélite é única no sistema solar, pois a Lua é um astro de grande dimensão relativamente ao tamanho da Terra o que faz com que a interação entre estes dois astros seja bastante acentuada. A duração do dia da Terra é influenciada pela presença da Lua e a sua posição em relação à Terra influencia os dias e os meses lunares. A existência de marés está relacionada com a Lua.
 
Condições que tornam a Terra um planeta com existência de Vida:
A Terra devido à sua posição em relação ao Sol faz da Terra um planeta especial, permite a vida, tal como a concebemos. Um planeta com água no estado líquido, uma atmosfera rica em oxigénio com uma camada de ozono, protetora dos raios solares e a inter-relação entre os subsistemas que torna a Terra um planeta dinâmico, um planeta vivo. A sobrepopulação, a sobreexploração e a procura de melhores condições para a humanidade, provoca desequilíbrios graves que irá a curto prazo influenciar a qualidade de vida na Terra.
 
Morfologia dos continentes e fundos oceânicos
 
Crosta Continental:
- A Crosta continental constitui cerca de 36% da crosta, das quais 29% se encontra emerso, fazendo parte das margens continentais (Plataforma continental e talude continental). Tem uma espessura que varia entre os 20 e os 70 km.
 
- Nas zonas interiores da crosta encontram-se os cratões, zonas tectonicamente estáveis formadas por rochas antigas.
 
- No núcleo desses cratões encontram-se rochas magmáticas e metamórficas muito antigas, os Escudos que correspondem a sua maioria a raízes de montanhas erodidas, envolvidos ou cobertos por depósitos de sedimentos depositados nas fases de subida do nível da água do mar (rochas mais recentes), são as plataformas interiores ou esáveis.
 
- A crosta continental tem também grandes cadeias de montanha (cinturas orogénicas), resultantes do choque de placas litosféricas. São zonas instáveis pois o choque de placas continua. Exemplo os Andes e Himalaias.
 
- Nas margens continentais emersas fazem parte a plataforma continental, zona de grande extensão com pequena inclinação (varia entre os 150 e os 200 m), onde vivem a grande maioria dos seres marinhos e o Talude continental que faz a ligação à crosta oceânica, zona muito inclinada (entre os 150-200 e os 2500-6000 m).

 
 Crosta Oceânica:
- Da morfologia dos fundos oceânicos fazem parte: fossas oceânicas, planície abissal e dorsais médio-oceânicas (na qual se inclui o  rifte)
 
- As fossas oceânicas são os locais onde há destruição da crosta, limites convergentes que se localizam em contacto com alguns taludes continentais e que podem atingir quase os 12km de profundidade (fossa das Marianas)
 
- As planícies abissais  correspondem a cerca de 50% da superfície da Terra. São zonas aplanadas com profundidades entre os 2500 e os 6000km.
 
- As dorsais médio-oceânicas, como o nome indica, correspondem a grandes cadeias de montanhas de lavas basálticas consolidadas que dividem aproximadamente a meio as planícies abissais e que em alguns lugares, nos bordos dos oceanos. São montanhas que podem atingir os 3000m de altura e uma largura de 1000km.
 
- O rifte, localiza-se a meio de algumas dorsais, é um limite divergente, responsável pela formação da crosta, com vulcanismo ativo. É um vale que pode ter de profundidade os 2000m e com uma largura de 40km. A cortar as dorsais encontram-se as falhas transversais.